Algarismos arábicos: o que são, como e quando surgiram?

Você sabia que os algarismos arábicos não nasceram na Arábia? Descubra a verdadeira origem desses números e como eles revolucionaram a matemática.

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Você já parou para pensar que os símbolos que usamos para contar o dinheiro ou ver as horas têm uma história milenar? Os algarismos arábicos que parecem tão simples hoje foram, na verdade, uma das maiores revoluções da inteligência humana. 

Neste artigo, vamos viajar no tempo para entender como esse sistema se espalhou pelo globo e conquistou todas as culturas. Prepare-se para descobrir como esses símbolos nasceram, evoluíram e por que eles são o idioma universal da nossa era.

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O que são os algarismos arábicos?

Sabe aquele conjunto básico que aprendemos logo no jardim de infância: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9? Pois é, esses são os famosos algarismos arábicos, mas aqui vai um “spoiler” histórico: o nome é um pouco injusto com os criadores originais. 

Eles são, na verdade, um sistema indo-arábico, pois foram inventados na Índia e apenas “turistaram” pelo mundo árabe antes de chegar até nós. Esses símbolos formam um sistema decimal, o que significa que trabalhamos com base dez (provavelmente por causa dos dez dedos das mãos).

O que os torna geniais é que, com apenas esses dez sinais, conseguimos escrever qualquer número, desde o preço do pão até a distância entre as galáxias. É a linguagem matemática mais eficiente que a humanidade já conseguiu desenvolver.

Como os algarismos arábicos funcionam?

A grande mágica por trás desses números não está apenas no desenho deles, mas no que chamamos de notação posicional. Isso significa que o valor de um número muda completamente dependendo de “onde” ele está sentado na frase numérica. 

No número 12, o “1” vale dez, já no número 102, esse mesmo “1” passa a valer cem, facilitando cálculos mentais gigantescos.

Outro pilar fundamental é a existência do zero, que atua como um preenchedor de espaço vazio para manter a ordem das casas decimais. Sem o zero, seria quase impossível diferenciar o 10 do 100 de forma visual e rápida, o que travava a evolução da matemática antiga. 

Diferente de sistemas que apenas somam símbolos (como o romano), o nosso sistema “multiplica” o valor conforme a posição, o que é pura genialidade.

Quando os algarismos arábicos passaram a ser usados pela humanidade?

A jornada começou há muito tempo, por volta do século 4 a.C., nas mentes brilhantes dos matemáticos hindus lá na Índia. Eles foram aperfeiçoando o sistema ao longo de centenas de anos até que, por volta do século 9 d.C., os árabes tiveram contato com essa tecnologia. 

Foi amor à primeira vista, pois os comerciantes e cientistas árabes perceberam que aquele método era muito superior a tudo o que existia. Imagine que, enquanto na Europa as pessoas ainda sofriam para fazer contas básicas, no Oriente os cálculos já estavam a todo vapor com esses novos símbolos. 

A expansão global aconteceu de fato quando estudiosos como Al-Khwarizmi escreveram tratados explicando como usar esses números de forma prática. A partir daí, foi uma questão de tempo para que as rotas comerciais levassem os números para os portos e mercados de todo o mundo.

O papel dos árabes na expansão do sistema numérico pelo mundo

Se os indianos foram os arquitetos, os árabes foram os engenheiros e os maiores “influencers” da história da matemática. Durante a Idade de Ouro Islâmica, o mundo árabe era o centro intelectual do planeta, traduzindo e aprimorando conhecimentos de várias culturas. 

Eles pegaram o sistema hindu, deram novos formatos aos números e criaram a Álgebra, termo que usamos até hoje para descrever cálculos complexos. Foi através da invasão árabe na Península Ibérica (onde ficam Portugal e Espanha) que esses números finalmente “entraram” na Europa. 

Os mercadores europeus, perceberam que usar algarismos arábicos tornava a contabilidade muito mais rápida e menos suscetível a erros. Portanto, os árabes provaram na prática, que o sistema era indispensável para o progresso.

A substituição dos algarismos romanos pelos arábicos

Você já tentou multiplicar MCMXCIX por VIII de cabeça? Pois é, os europeus da Idade Média também achavam isso um pesadelo. A substituição dos números romanos pelos arábicos foi uma verdadeira guerra cultural que durou séculos e gerou muita resistência. 

Muitos acreditavam que os novos números eram “mágicos” ou confusos demais, preferindo o ábaco e os símbolos romanos tradicionais. O jogo virou de vez graças a Leonardo Fibonacci, um matemático italiano que viajou pelo norte da África e voltou maravilhado com o sistema arábico. 

Ele escreveu o livro “Liber Abaci” em 1202, mostrando como os novos números eram fundamentais para o comércio, juros e câmbio de moedas. A eficiência venceu o costume: os números romanos foram “aposentados” das contas e ficaram restritos a relógios, nomes de papas e capítulos de livros.

A importância dos algarismos arábicos atualmente

Hoje, esses dez símbolos são talvez a única coisa que todos os seres humanos do planeta entendem da mesma maneira, sem precisar de tradução. 

Eles são a base de todo o sistema financeiro global, da arquitetura moderna e, claro, da computação que você está usando agora. Mesmo o código binário (0 e 1), que faz a internet funcionar, é herdeiro direto dessa lógica posicional que nasceu há milênios.

Sem os algarismos arábicos, não teríamos a precisão necessária para enviar foguetes ao espaço ou criar algoritmos de inteligência artificial. Eles transformaram a matemática de algo místico e difícil em um instrumento prático que qualquer pessoa pode aprender e utilizar no dia a dia. 

No fim das contas, esses símbolos sustentam quase toda a estrutura da nossa civilização moderna.

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