Muitos pais e educadores buscam alternativas aos modelos de criação baseados no autoritarismo e na punição. Em contrapartida, a educação positiva surge como uma via que foca no desenvolvimento de habilidades socioemocionais a longo prazo, através do respeito mútuo e da conexão.
O objetivo não é permitir tudo, mas sim guiar a criança com firmeza e empatia, entendendo a causa do mau comportamento. Vamos te mostrar de um jeito simples o que é a educação positiva e como aplicar seus princípios para construir um relacionamento mais saudável com a criança.
Para saber mais, continue lendo na íntegra, ou navegue pelo índice se preferir:
- O que é a educação positiva?
- Quais os princípios básicos da educação positiva?
- Educação positiva funciona para todas as idades?
- Qual a diferença entre educação positiva e permissiva?
- Exemplos práticos de como usar a educação positiva no dia a dia.
- Quais os maiores erros ao tentar aplicar a educação positiva?
O que é a educação positiva?
A educação positiva é uma forma de educar baseada no respeito e na conexão, que busca ensinar habilidades importantes para a vida de um jeito firme e gentil. A ideia central é entender que não existem crianças “más”, mas sim crianças que estão tendo um mau comportamento por alguma razão.
O foco não é controlar a criança, mas sim ensiná-la a se entender e a cooperar, construindo um relacionamento de confiança e afeto. É um caminho para educar com mais leveza, olhando para as necessidades por trás de cada atitude e buscando soluções em conjunto.
Quais os princípios básicos da educação positiva?
A educação positiva se apoia em algumas ideias centrais que guiam as decisões no dia a dia. As principais são:
- Respeito mútuo: a base de tudo. Significa tratar a criança com a mesma dignidade e respeito que você gostaria de ser tratado, validando os sentimentos e opiniões dela, mesmo quando você não concorda com o comportamento;
- Foco em soluções: em vez de focar no erro que a criança cometeu, o objetivo é envolvê-la na busca por uma solução. Perguntas como “O que podemos fazer para resolver isso?” ensinam responsabilidade e capacidade de solucionar problemas;
- Conexão antes da correção: uma criança que se sente conectada e amada é muito mais receptiva a aprender. Antes de corrigir um comportamento, a ideia é se conectar com o sentimento dela (ex: “Eu vejo que você está muito chateado agora”);
- Firmeza e gentileza ao mesmo tempo: ser firme significa respeitar a si mesmo e à situação, mantendo os limites claros. Ser gentil significa respeitar a criança e seus sentimentos. É possível ser os dois ao mesmo tempo, sem ceder e sem ser autoritário;
- Ensinar habilidades de vida: o objetivo final é que a criança desenvolva habilidades importantes, como empatia, autodisciplina, respeito e resiliência. Cada desafio é visto como uma oportunidade de ensinar algo para o futuro.
Educação positiva funciona para todas as idades?
Sim, com certeza! A educação positiva funciona para todas as idades, dos bebês aos adolescentes, porque ela não é um conjunto de “dicas”, mas sim uma filosofia de relacionamento. O que muda é a forma como você aplica os princípios em cada fase.
Com uma criança pequena, você vai usar uma linguagem mais simples e se abaixar para falar com ela. Com um adolescente, a conversa será mais profunda, envolvendo-o em decisões e dando a ele mais autonomia e responsabilidade. A base de respeito e conexão permanece a mesma.
Qual a diferença entre educação positiva e permissiva?
Essa é a dúvida mais comum e a mais importante de esclarecer. As duas coisas são completamente diferentes.
Educação Positiva (Firmeza e Gentileza) | Educação Permissiva (Sem Firmeza) |
---|---|
Tem limites claros e consistentes. A criança sabe o que se espera dela. | Não tem limites claros ou eles mudam o tempo todo. A criança fica confusa. |
Envolve a criança na busca por soluções. | Faz tudo pela criança ou a “salva” das consequências. |
Valida os sentimentos, mas não o mau comportamento. (“Eu entendo que você está bravo, mas não pode jogar o brinquedo.”) | Permite o mau comportamento para evitar o choro ou o conflito. |
Ensina habilidades de vida a longo prazo. | Foca em fazer a criança feliz no momento presente. |
O adulto é o líder gentil da família. | A criança acaba se tornando a líder da família. |
Em resumo, a permissividade não tem firmeza. A educação positiva tem firmeza e gentileza, caminhando juntas.
Exemplos práticos de como usar a educação positiva no dia a dia
- Situação: A criança não quer guardar os brinquedos.
- Abordagem comum: “Guarde isso agora ou você vai ficar de castigo!”
- Abordagem positiva: “Hora de guardar os brinquedos! Você quer começar pelos carrinhos ou pelos blocos? Que tal colocarmos uma música para nos ajudar a guardar tudo mais rápido?” (Dá escolhas e torna a tarefa mais leve);
- Situação: Dois irmãos brigando por um brinquedo.
- Abordagem comum: “Parem de brigar! Deem aqui esse brinquedo, ninguém vai brincar agora.”
- Abordagem positiva: “Estou vendo duas crianças que querem o mesmo brinquedo e isso é frustrante. Como podemos resolver isso para que os dois fiquem felizes? Podemos revezar usando um cronômetro?” (Valida o sentimento e foca na solução);
- Situação: A criança está fazendo birra no mercado porque quer um doce.
- Abordagem comum: “Pare de chorar agora ou vamos embora!”
- Abordagem positiva: (Abaixe-se e fale com calma) “Eu sei que você queria muito esse doce, é chato não poder levar. Ele não está na nossa lista hoje. Quando chegarmos em casa, podemos comer aquela fruta que você gosta.” (Valida o desejo, mantém o limite com firmeza e oferece uma alternativa).
Quais os maiores erros ao tentar aplicar a educação positiva?
- Ser permissivo: achar que, para ser gentil, você não pode dizer “não” ou estabelecer um limite. Lembre-se: firmeza e gentileza precisam andar juntas;
- Querer resultados imediatos: a educação positiva é uma maratona, não uma corrida de 100 metros. Ela constrói habilidades a longo prazo, e você não verá mudanças da noite para o dia;
- Focar apenas nas ferramentas: usar as “frases prontas” da educação positiva sem a intenção genuína de se conectar. A criança percebe quando você está apenas seguindo um roteiro;
- Não cuidar de si mesmo: tentar ser um pai ou uma mãe positiva quando você está estressado e esgotado é quase impossível. Cuidar do seu próprio bem-estar é o primeiro passo para conseguir educar com calma;
Desistir na primeira dificuldade: haverá dias em que você vai perder a paciência e agir no piloto automático. E tudo certo também. O importante é respirar, se desculpar com a criança se for o caso, e tentar de novo.
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