O locus de controle é um conceito da psicologia que define a maneira como uma pessoa percebe a origem dos eventos que acontecem em sua vida. Ele determina se você acredita que tem o poder de influenciar o seu destino ou se sente que está à mercê de forças externas.
Entender essa dinâmica é fundamental para o desenvolvimento da autoconfiança e para a melhoria da performance em diversas áreas, desde a carreira até a saúde mental. Continue a leitura para descobrir como identificar o seu perfil e os impactos dessa percepção no dia a dia.
Navegue pelo índice se preferir:
- O que é locus de controle?
- Como surgiu o locus de controle?
- Qual a diferença entre locus de controle interno e externo?
- Como o locus de controle influencia o comportamento humano?
- Quais os impactos do locus de controle na carreira e produtividade?
- A relação entre o locus de controle e a saúde mental
- É possível mudar o seu locus de controle ao longo da vida?
- Dicas práticas para desenvolver um locus de controle mais equilibrado
O que é locus de controle?
O termo “locus” vem do latim e significa “lugar”. Portanto, o locus de controle refere-se ao lugar onde você deposita a responsabilidade pelas coisas que acontecem com você.
Não se trata apenas de uma característica de personalidade, mas de uma crença central sobre a relação entre suas ações e os resultados que você obtém no mundo.
Quando compreendemos nosso locus, passamos a entender por que reagimos de certas formas diante de crises ou sucessos. Ele funciona como uma lente através da qual interpretamos a realidade, moldando nossa motivação e nossa capacidade de resiliência diante dos desafios impostos pela vida.
Como surgiu o locus de controle?
O conceito foi desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Julian Rotter na década de 1950, dentro da sua Teoria da Aprendizagem Social. Rotter percebeu que as pessoas aprendem através das experiências e que a percepção de recompensa ou punição influencia o comportamento futuro de formas distintas em cada um.
A ideia central de Rotter era que a expectativa de uma pessoa sobre o futuro depende do quanto ela acredita que seu esforço será recompensado. Suas pesquisas revolucionaram a psicologia cognitiva, fornecendo uma base sólida para entender a motivação humana e como as crenças de controle afetam o desempenho acadêmico e profissional.
Qual a diferença entre locus de controle interno e externo?
A distinção entre as duas polaridades é o que define como encaramos a vida. No locus de controle interno, a pessoa acredita que ele é o principal arquiteto de sua jornada. Se algo dá certo, ele atribui ao seu esforço, se dá errado, ele analisa o que pode melhorar em sua conduta para mudar o resultado.
Já no locus de controle externo, a percepção é de que os eventos são determinados por fatores fora do controle pessoal, como sorte, destino, injustiça ou a influência de terceiros. Enquanto o “interno” foca na autonomia, o “externo” tende a se sentir mais impotente, muitas vezes adotando uma postura passiva diante das circunstâncias.
Como o locus de controle influencia o comportamento humano?
Nossa percepção de controle dita como investimos nossa energia. Alguém com locus interno tende a ser mais proativo e persistente, pois acredita que o trabalho duro trará frutos. Essas pessoas geralmente buscam mais informações antes de decidir e estão mais dispostas a aprender com os próprios erros para evoluir.
Por outro lado, o locus externo excessivo pode levar à procrastinação ou à desmotivação, já que a pessoa sente que, não importa o que faça, o resultado final não depende dela. Isso afeta desde a forma como cuidamos da saúde até como nos posicionamos em um debate, interferindo diretamente no nível de protagonismo que assumimos na sociedade.
Quais os impactos do locus de controle na carreira e produtividade?
No ambiente profissional, o locus de controle é um divisor de águas. Profissionais com locus interno costumam ter melhor desempenho, pois assumem a responsabilidade pelos seus projetos e prazos. Eles são vistos como líderes natos, pois não gastam tempo procurando culpados, mas sim focando na solução e na melhoria contínua dos processos.
Em contrapartida, equipes com forte tendência ao locus externo podem sofrer com a baixa produtividade e a falta de iniciativa. Quando o sucesso é visto apenas como “sorte”, perde-se o incentivo para a inovação.
Portanto, empresas que incentivam o senso de responsabilidade individual (o ownership) colhem frutos muito mais sólidos em termos de engajamento e resultados.
A relação entre o locus de controle e a saúde mental
O equilíbrio do locus de controle é vital para o bem-estar psicológico. Um locus interno muito rígido pode gerar altos níveis de ansiedade e culpa, pois a pessoa tenta controlar o que é incontrolável.
Entretanto, um locus externo exagerado está frequentemente associado à depressão e ao fenômeno da “desesperança aprendida”, onde a pessoa desiste de lutar por melhorias.
O ideal é o chamado “locus de controle equilibrado”. Ele permite que você assuma a responsabilidade por suas escolhas (interno), mas também tenha a sabedoria de reconhecer que existem variáveis externas, como a economia ou decisões de outros, que não estão sob seu comando direto, evitando cobranças desnecessárias.
É possível mudar o seu locus de controle ao longo da vida?
A boa notícia é que o locus de controle não é imutável. Embora tenha se formado durante a infância pelas interações com pais e educadores, ele é uma crença cognitiva que pode ser reprogramada através da prática e da consciência. A neuroplasticidade do cérebro permite que desenvolvamos novas formas de interpretar a realidade.
Mudar essa percepção exige um esforço intencional de autoanálise. Com o suporte adequado, como a terapia cognitivo-comportamental ou processos de mentoria, uma pessoa pode aprender a identificar pensamentos vitimistas e substituí-los por uma mentalidade de agência, recuperando o controle sobre sua própria narrativa.
Dicas práticas para desenvolver um locus de controle mais equilibrado
Para quem deseja fortalecer seu senso de controle e protagonismo, algumas atitudes diárias fazem toda a diferença:
- Analise suas falas: substitua o “não tive tempo” por “não priorizei isso”. A mudança na linguagem reforça o seu poder de escolha;
- Divida os problemas: separe o que depende de você (seu esforço) do que não depende (o tempo, os outros). Foque 100% no primeiro grupo;
- Celebre pequenas vitórias: reconheça que seus acertos foram fruto da sua dedicação. Isso fortalece a conexão entre ação e recompensa;
- Busque feedback: entender onde você pode melhorar ajuda a tirar o foco da “má sorte” e traz a solução para o campo da sua competência.
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