Como funciona o Fies? Descubra os detalhes!

Descubra como funciona o Fies, os critérios de renda, as diferenças entre Fies e P-Fies e como funciona o pagamento das parcelas.

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5 min. de leitura

Pagar a faculdade sem comprometer todo o orçamento ainda é um grande desafio para os brasileiros. Neste sentido, o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) surge como peça-chave para muitos, não se tratando apenas de um “empréstimo”, mas de um compromisso com a sua carreira e com o seu bolso.

Neste artigo, vamos descobrir como funciona o Fies, desde a nota do Enem até o momento em que você começa a quitar o financiamento após a formatura. 

Prepare-se para descobrir se o Fies é o que você precisa para conquistar o seu diploma sem perder o sono no final do mês.

Saiba mais acompanhando o artigo na íntegra ou navegando pelo índice: 

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O que é o Fies?

O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC) feito para ajudar quem quer cursar o ensino superior em instituições privadas, mas não tem como pagar a mensalidade agora.

Diferente de uma bolsa de estudos, como o Prouni, no Fies o governo paga as suas mensalidades enquanto você estuda, e você devolve esse valor depois de formado. Ou seja, ele funciona como uma ponte para quem não conseguiu uma vaga na pública, permitindo que o sonho da graduação não seja adiado por falta de dinheiro.

Atualmente, o programa continua sendo uma das principais ferramentas de democratização do ensino, focado especialmente em cursos com boas avaliações. É importante entender que você está assumindo um financiamento com o governo federal, mediado por bancos como a Caixa ou o Banco do Brasil.

Portanto, a vaga é sua hoje, mas o compromisso financeiro acompanhará você pelos próximos anos da sua vida profissional.

Como funciona o Fies?

A lógica do programa é simples: o governo paga a faculdade para você agora e você “compra” tempo para pagar essa dívida no futuro quando estiver empregado na área que irá cursar.

Durante o curso, você paga mensalmente apenas uma taxa pequena referente ao seguro de vida e gastos operacionais do banco, além da parte da mensalidade não financiada.

Isso alivia o peso no bolso durante os anos de estudo, permitindo que você foque totalmente no seu aprendizado e na sua formação.

Ao se formar, o sistema entra na fase de quitação, onde as parcelas são calculadas com base na sua renda e no tempo que durou o seu curso.

Se você estiver trabalhando, o valor é descontado diretamente na fonte, se não estiver, o pagamento continua em parcelas mínimas ajustadas. É um sistema dinâmico que tenta se adaptar à realidade financeira do recém-formado, evitando que a dívida se torne uma bola de neve impagável.

Quem pode participar do Fies?

Para entrar no Fies, não basta apenas querer. O MEC exige um desempenho acadêmico sólido e critérios de renda bem específicos. É uma combinação de mérito no exame nacional com a necessidade financeira comprovada do grupo familiar.

Confira os requisitos fundamentais para garantir sua candidatura:

  • Desempenho no Enem: É preciso ter participado de qualquer edição do exame a partir de 2010, com média mínima de 450 pontos e nota superior a zero na redação;
  • Critério de renda: Para a modalidade principal (juros zero), a renda familiar mensal bruta por pessoa deve ser de até 3 salários mínimos;
  • Histórico acadêmico: O programa é voltado para quem ainda não concluiu uma graduação e que não tenha sido beneficiado pelo financiamento em outros momentos;
  • Classificação por nota: A seleção ocorre duas vezes por ano e as vagas são preenchidas seguindo a ordem das maiores notas, ou seja, quanto melhor seu Enem, maior sua chance.

Fique de olho, pois alguns cursos, como Medicina, possuem notas de corte altíssimas e exigem um planejamento de estudos muito mais intenso para vencer a concorrência.

Taxa zero e juros: entenda como é feito o cálculo do financiamento

Uma das maiores dúvidas é sobre o custo desse dinheiro. No “Novo Fies”, a modalidade voltada para quem tem renda menor possui juros zero. Isso significa que você devolve exatamente o valor que o governo pagou, corrigido apenas pela inflação (IPCA), sem lucro para o banco.

Essa é a opção mais vantajosa e a mais disputada, pois evita que a dívida duplique ou triplique de tamanho ao longo dos anos de pagamento. Já para quem tem uma renda um pouco maior ou opta pelo P-Fies, os juros são definidos pelos bancos parceiros e seguem taxas de mercado.

Nesse caso, o custo final do curso será bem maior do que a mensalidade original, exigindo uma análise financeira muito criteriosa antes da assinatura. Sempre verifique no seu contrato qual é a taxa aplicada para não ter sustos quando o boleto da amortização começar a chegar na sua casa.

Como funciona o Fies: passo a passo para inscrição

  • Acesso: Entre no https://fiesselecaoaluno.mec.gov.br/usuario-login durante o período de inscrições com seu login do Gov.br;
  • Preencha os dados cadastrais com suas informações pessoais;
  • Responda o questionário com o seu perfil de estudante;
  • Escolha: Na tela do Grupo de Preferência, pesquise e selecione até três opções de cursos em instituições que tenham vagas ofertadas pelo Fies naquele semestre;
  • Classificação: Acompanhe as notas de corte parciais e mude suas opções se necessário para aumentar suas chances de aprovação;
  • Complementação: Se for pré-selecionado, você terá um prazo curto para preencher informações adicionais no sistema FiesSeleção;
  • Validação: Vá até a CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento) da sua faculdade para validar os documentos;
  • Banco: Com o documento da faculdade em mãos, procure a agência bancária escolhida para formalizar e assinar o contrato.

Fies e P-Fies: entenda as diferenças fundamentais entre as modalidades

Agora que você já conhece o Fies tradicional, aquele focado em juros zero e critérios sociais mais rígidos, é importante saber que existe uma “segunda via” no programa. 

O P-Fies é a modalidade destinada a candidatos com renda familiar um pouco maior, funcionando por meio de recursos de bancos privados e regionais parceiros.

Nesse modelo, as regras de pagamento e as taxas de juros não são fixadas pelo governo, mas sim definidas pela instituição financeira onde você contrata o crédito. Por isso, embora seja mais fácil conseguir a vaga em termos de concorrência, o custo total do curso pode acabar sendo bem mais elevado ao final da graduação.

Para não restar nenhuma dúvida na hora de escolher qual caixinha marcar na sua inscrição, veja abaixo as diferenças fundamentais entre essas duas modalidades:

CaracterísticaFies (Modalidade 1)P-Fies (Modalidades 2 e 3)
Público-alvoRenda de até 3 salários mínimos por pessoaRenda de 3 a 5 salários mínimos por pessoa
JurosJuro Zero (correção apenas pelo IPCA)Taxas de mercado (variam conforme o banco)
Fonte do RecursoTesouro NacionalBancos Privados ou Regionais
VagasMais limitadas e concorridasOferta maior, mas custo mais alto

Período de carência e amortização: como e quando você começa a pagar?

Diferente do modelo antigo, o Fies atual não possui mais aquele período de carência de 18 meses após a formatura para começar a pagar. Agora, a amortização (pagamento da dívida) começa imediatamente no mês seguinte à conclusão do curso, desde que você tenha renda.

Se você sair da faculdade já empregado, o valor da parcela será retido diretamente do seu salário, respeitando um limite percentual para não te sufocar. Caso você termine o curso e ainda não tenha um emprego formal, deverá pagar apenas as parcelas mínimas estipuladas em contrato.

O prazo total para quitar tudo pode chegar a até 14 anos, dependendo do valor financiado e da sua capacidade de pagamento ao longo do tempo. É um compromisso longo, por isso é fundamental que você escolha uma carreira com boa empregabilidade para que o pagamento flua sem dificuldades.

Vale a pena ingressar pelo Fies?

A resposta é: depende do seu planejamento de carreira e da sua urgência em entrar no mercado de trabalho. O Fies é uma excelente ferramenta para quem não tem condições de pagar agora e deseja investir em um curso que trará retorno financeiro rápido.

Se você conseguir a modalidade de juros zero, o negócio é ainda melhor, pois você protege seu dinheiro da desvalorização sem pagar taxas extras. Por outro lado, lembre-se que você sairá da faculdade já com uma dívida considerável “nas costas” antes mesmo de ganhar seu primeiro salário de formado.

Coloque na ponta do lápis: a profissão que você escolheu paga o suficiente para cobrir a parcela do Fies e ainda sobrar para sua vida pessoal? Se a conta fechar e você tiver disciplina, o Fies pode ser o degrau que faltava para você alcançar o sucesso profissional.

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