A história do Brasil é marcada por momentos de transição, mas nenhum deles foi tão caótico e transformador quanto os anos que separaram o Primeiro do Segundo Reinado.
Se você está se preparando para o Enem, vestibulares ou concursos públicos, compreender a dinâmica desse intervalo é fundamental para gabaritar as questões de história.
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Este guia traz uma análise, conectando os fatos políticos com as tensões sociais da época, além de dicas práticas para fixação do conteúdo. Confira!
Se preferir, navegue pelo índice:
- O que foi o período regencial?
- Fases do período regencial: da transição à centralização
- Tabela comparativa das revoltas regenciais
- Como o período regencial cai no enem e vestibulares?
- Exercícios sobre o período regencial nas provas
- Como o período regencial aparece em concursos?
- FAQ: perguntas frequentes
- Vem pra Gran Faculdade!

Saiba como estudar esse período da história para as provas.
O que foi o período regencial?
O período regencial (1831–1840) foi a fase da história do Brasil que ocorreu entre a abdicação de Dom Pedro I e a ascensão de Dom Pedro II. Como o herdeiro do trono imperial tinha apenas cinco anos em 1831, a Constituição de 1824 determinava que o país deveria ser governado por regentes até que o príncipe atingisse a maioridade.
Esse intervalo de nove anos se caracterizou por uma profunda instabilidade política. Sem a figura central do imperador, o cenário nacional foi tomado por debates intensos entre a centralização e a descentralização do poder. A autonomia das províncias brasileiras aumentou, o que acabou abrindo espaço para diversas revoltas provinciais que colocaram em risco a unidade territorial do país.
Fases do período regencial: da transição à centralização
A organização política da regência mudou ao longo dos anos, refletindo as disputas entre os partidos do período regencial: os liberais moderados (chimangos), os liberais exaltados (farroupilhas) e os restauradores (caramurus).
- Regência trina provisória (1831): Governo emergencial de poucos meses, criado logo após a abdicação de Dom Pedro I para garantir a transição e evitar o colapso do governo.
- Regência trina permanente (1831–1835): Fase marcada por reformas importantes. Foi criada a Guarda Nacional, uma força militar controlada pela aristocracia rural para conter focos de rebelião. Em 1834, foi aprovado o Ato adicional, uma reforma constitucional que deu mais poder às assembleias provinciais, representando o auge do avanço liberal e descentralizador.
- Regência una de Feijó (1835–1837): O padre Diogo Antônio Feijó assumiu o poder sozinho. Seu governo enfrentou forte oposição decorrente da eclosão de revoltas violentas, como a Cabanagem e a Guerra dos Farrapos. Isolado politicamente, Feijó acabou renunciando.
- Regência una de Araújo Lima (1837–1840): Período conhecido como o “regresso conservador”. Araújo Lima buscou anular a autonomia das províncias por meio da Lei de interpretação do ato adicional. A centralização política foi fortalecida para conter os conflitos provinciais da regência, preparando o terreno para o desfecho desse período.
Tabela comparativa das revoltas regenciais
Para facilitar a memorização e o entendimento da dinâmica dessas rebeliões, a tabela abaixo sintetiza os principais movimentos da época:
| Revolta | Local e período | Principais causas | Desfecho e lideranças |
| Revolta dos malês | Bahia (1835) | Escravizados muçulmanos lutando por liberdade religiosa e fim da escravidão | Repressão rápida e severa. Cipriano Barata influenciava o ambiente intelectual local |
| Cabanagem | Grão-Pará (1835–1840) | Extrema miséria da população (cabanos) e insatisfação com os governantes indicados pelo poder central | Controle violento pelas forças imperiais; estima-se a morte de 30 mil pessoas |
| Guerra dos farrapos | Rio Grande do Sul e Santa Catarina (1835–1845) | Altos impostos sobre o charque gaúcho e exigência de maior autonomia provincial | Acordo de paz (Tratado de Ponche Verde) negociado por Duque de Caxias, reintegrando a região ao Império |
| Sabinada | Bahia (1837–1838) | Insatisfação da classe média com a centralização política e rejeição ao alistamento militar obrigatório | Liderada por Francisco Sabino; a tentativa de criar uma república provisória foi esmagada |
| Balaiada | Maranhão (1838–1841) | Crise na economia algodoeira, pobreza extrema e abusos políticos dos grandes latifundiários | Reprimida pelas tropas imperiais, consolidando a atuação militar de Duque de Caxias |
Como o período regencial cai no enem e vestibulares?
As provas tradicionais e o Enem costumam cobrar esse assunto conectando a política institucional com a estrutura social da época. Fique atento aos seguintes pilares:
- A tensão entre o local e o nacional: O Enem adora explorar o choque entre o desejo de autonomia das províncias e a necessidade de consolidação do estado nacional pelo Rio de Janeiro.
- A manutenção da ordem socioeconômica: Mesmo com as discussões sobre liberalismo e republicanismo, a escravidão no século xix no Brasil permaneceu intocada pelas elites. A Guarda Nacional funcionava como o braço armado dos fazendeiros contra revoltas populares.
- A economia cafeeira no império: Durante a regência, o café começava a despontar como o principal motor econômico do país, o que aumentava o poder político dos barões do café da região Sudeste.
Exercícios sobre o período regencial nas provas
Abaixo, teste os seus conhecimentos com questões simuladas baseadas nos padrões das principais bancas do país.
Questão 1
O Ato Adicional de 1834 modificou a estrutura política instituída pela Constituição de 1824. A principal alteração provocada por esse dispositivo legal foi:
A) A extinção imediata do Poder Moderador durante a menoridade do herdeiro do trono.
B) A concessão de maior autonomia legislativa às províncias, permitindo a criação de assembleias locais.
C) A proibição do tráfico intercontinental de escravizados para atender às pressões britânicas.
D) A unificação das forças militares estaduais sob o comando direto do Ministério da Guerra.
Gabarito: B
Justificativa: o Ato Adicional de 1834 é considerado o ponto máximo da descentralização regencial, pois substituiu os Conselhos Gerais de Província pelas Assembleias Legislativas Provinciais, dando poder aos deputados locais para criar leis e gerenciar impostos.
Questão 2
A estabilidade política do Brasil Império foi profundamente abalada na década de 1830. Entre os movimentos sociais do período, a Cabanagem, ocorrida na Província do Grão-Pará, destacou-se por apresentar uma característica singular:
A) A liderança exclusiva da aristocracia rural que buscava a separação definitiva de Portugal.
B) O protagonismo de camadas populares e marginalizadas, como indígenas, mestiços e ribeirinhos, na tomada do poder local.
C) O apoio irrestrito da Guarda Nacional aos revoltosos contrários à Regência Una.
D) A total ausência de conflitos armados devido às negociações pacíficas conduzidas por Araújo Lima.
Gabarito: B
Justificativa: a Cabanagem foi uma das revoltas mais populares da história do Brasil, onde a massa empobrecida (os cabanos) conseguiu ocupar o governo da província temporariamente, diferenciando-se de movimentos de elite como a Guerra dos Farrapos.
Como o período regencial aparece em concursos?
Em concursos públicos (como carreiras militares, fiscais ou tribunais), as questões exigem maior precisão teórica e conhecimento da legislação da época. Fique atento à cronologia exata e ao funcionamento das instituições.
O estudo dos principais tópicos do período regencial para concursos deve focar na análise jurídica do Código de Processo Criminal de 1832 e nas emendas constitucionais.
As bancas costumam explorar as pegadinhas entre as medidas tomadas no avanço liberal (1831–1837) e os mecanismos de controle criados no regresso conservador (1837–1840).
Entender como o poder central utilizou o exército e a diplomacia para pacificar o território é essencial para as provas dissertativas e de múltipla escolha.
O período regencial funcionou como um laboratório político para o Brasil. As disputas territoriais, os projetos de república e a violência das repressões deixaram claro para as elites da época que, sem uma figura de autoridade centralizada, a integridade do país estaria sob constante ameaça.
Foi justamente esse medo da fragmentação territorial que uniu grupos políticos rivais em prol do Golpe da Maioridade em 1840, antecipando a subida de Dom Pedro II ao trono e inaugurando o Segundo Reinado. Compreender esses mecanismos ajuda a entender não só o passado, mas a própria formação do Estado brasileiro.
FAQ: perguntas frequentes sobre o período regencial
Como entender o período regencial para a prova do ENEM de forma fácil?
O segredo é dividir o período em dois momentos: o primeiro de abertura e liberdade para as províncias (onde surgem a maioria das revoltas) e o segundo de fechamento e centralização política, que culmina na coroação antecipada do jovem imperador.
Existe algum resumo em PDF sobre o ato adicional de 1834 para baixar?
Muitas plataformas de ensino e cursos preparatórios disponibilizam apostilas de história do Brasil focadas no período regencial para download. Esse documento específico modificou a Constituição de 1824 para descentralizar a administração do país.
Quem pode me explicar o golpe da maioridade passo a passo?
O golpe foi uma articulação dos políticos liberais que, em julho de 1840, declararam a maioridade do herdeiro do trono imperial. Dom Pedro II assumiu o poder com apenas 14 anos, encerrando a regência e dando início ao Segundo Reinado.
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