O mercado de trabalho brasileiro chega ao último trimestre de 2026 com uma sinalização positiva para quem está começando a carreira. Uma pesquisa do ManpowerGroup indica que 62% dos empregadores brasileiros planejam aumentar suas equipes entre outubro e dezembro.
O dado coloca o Brasil na segunda posição do ranking global de intenção de contratação, atrás apenas da Índia. A Expectativa Líquida de Emprego, indicador que desconta as empresas que preveem reduzir o quadro das que pretendem contratar, ficou em 53% no país.
O movimento também aparece entre os profissionais em início de carreira: 65% dos empregadores brasileiros afirmam acelerar a contratação de talentos júnior, percentual 20 pontos acima da média global.
Isso não significa que todas as empresas estejam abrindo vagas imediatamente, mas revela uma estratégia: diante da escassez de profissionais experientes, parte das organizações prefere contratar, desenvolver e formar talentos internamente.
Saiba mais acompanhando o artigo na íntegra, ou navegando pelo índice, se preferir:
- O que os dados de contratação indicam para outubro a dezembro de 2026?
- Por que as empresas estão contratando profissionais em início de carreira?
- Quais setores aparecem com maior intenção de contratação?
- Quais habilidades aparecem nas vagas júnior?
- Como uma graduação pode ajudar a entrar nesses setores?
- Gran Faculdade: graduações alinhadas às áreas com intenção de contratação
- Perguntas frequentes sobre vagas júnior no fim de 2026

O que os dados de contratação indicam para outubro a dezembro de 2026?
A pesquisa de Expectativa de Emprego do ManpowerGroup ouviu 39.878 empregadores de 42 países. A coleta foi realizada entre 1º e 31 de julho de 2026, e os resultados representam a previsão das empresas para o trimestre seguinte.
O Brasil registrou uma Expectativa Líquida de Emprego de 53%, resultado 18 pontos percentuais acima do mesmo período do ano anterior e superior à média global, de 29%. O país ficou atrás somente da Índia, que alcançou 54%.
É importante interpretar o levantamento corretamente. A pesquisa mede a intenção dos empregadores, não o total de anúncios publicados, o número de admissões efetivamente realizadas ou a garantia de contratação para candidatos sem experiência.
| Indicador | Resultado para o Brasil |
|---|---|
| Empresas que planejam aumentar as equipes | 62% |
| Expectativa Líquida de Emprego | 53% |
| Empresas acelerando a contratação de talentos em início de carreira | 65% |
| Posição no ranking global de intenção líquida | 2º lugar |
O cenário, portanto, pode ser lido como uma janela de oportunidade. Há empresas planejando ampliar os times, mas os candidatos ainda precisam demonstrar preparo para as necessidades específicas de cada área.
Os dados foram divulgados pelo ManpowerGroup na Pesquisa de Expectativa de Emprego do 4º trimestre de 2026 e também foram analisados pela Forbes Brasil.
Por que as empresas estão contratando profissionais em início de carreira?
A busca por profissionais júnior está relacionada a uma combinação de fatores, e não apenas a uma suposta facilidade de contratação. O levantamento aponta que as empresas brasileiras enfrentam escassez de talentos experientes e, em alguns casos, custos elevados para atrair profissionais já prontos.
Nesse contexto, formar pessoas dentro da própria organização pode ser uma alternativa estratégica. A empresa contrata alguém com fundamentos, potencial de desenvolvimento e disposição para aprender, em seguida, oferece treinamento para adaptar esse profissional aos processos, às ferramentas e à cultura do negócio.
Esse movimento pode beneficiar quem está no início da carreira por quatro motivos:
- Amplia as portas de entrada para quem ainda não acumulou muitos anos de experiência;
- Valoriza a capacidade de aprender e resolver problemas, além do histórico profissional;
- Permite que empresas desenvolvam competências específicas internamente;
- Cria oportunidades para estudantes e recém-formados em áreas que passam por transformação digital.
A inteligência artificial também faz parte desse cenário. Em alguns países, a automação já pressiona tarefas de entrada mais repetitivas.
No Brasil, porém, os dados da pesquisa sugerem que as empresas continuam buscando pessoas para desenvolver internamente, especialmente em setores com falta de profissionais qualificados.
Isso não significa que a tecnologia eliminou a exigência de conhecimento técnico. A tendência é que o profissional júnior chegue com uma base mínima e consiga usar ferramentas digitais, analisar informações, aprender rapidamente e trabalhar sob orientação.
Quais setores aparecem com maior intenção de contratação?
As áreas com maior intenção geral de contratação no Brasil são Finanças e Seguros, com 63%, Construção e Imobiliário, com 61%, e Informação, com 59%.
Quando o recorte é a aceleração da contratação de talentos em início de carreira, os destaques são Manufatura, com 69%, Finanças e Seguros, com 67%, e Informação, também com 67%.
Os percentuais não significam que todas as empresas desses setores contratarão para os mesmos cargos. Eles indicam onde a disposição de ampliar equipes e formar profissionais aparece com mais força.
| Setor | Intenção geral de contratação | Sinal para talentos em início de carreira | Possíveis portas de entrada |
|---|---|---|---|
| Finanças e Seguros | 63% | 67% | Operações, controles, atendimento, análise e suporte financeiro |
| Construção e Imobiliário | 61% | Não aparece entre os três maiores recortes júnior | Orçamento, compras, planejamento, processos e apoio administrativo |
| Informação | 59% | 67% | Dados, sistemas, suporte, produto, operações e tecnologia |
| Manufatura | Não está entre os três maiores recortes gerais | 69% | Qualidade, produção, logística, processos e melhoria contínua |
Finanças e seguros
O setor lidera a intenção geral de contratação e também aparece entre os que mais buscam profissionais em início de carreira. Para quem está começando, a porta de entrada pode estar em áreas de apoio financeiro, operações, atendimento, controles, análise de dados e relacionamento com clientes.
Conhecimentos de matemática financeira, contabilidade, Excel ou ferramentas de análise, organização de documentos e comunicação profissional podem ajudar o candidato a demonstrar aderência às atividades iniciais.
Informação e tecnologia
O setor de Informação reúne atividades ligadas a tecnologia, comunicação e mídia. A expansão da inteligência artificial, dos dados e dos sistemas digitais mantém a necessidade de profissionais capazes de apoiar projetos, operar ferramentas e traduzir necessidades de negócio em soluções.
Nesse campo, o candidato pode se preparar para funções de suporte, análise de dados, desenvolvimento, infraestrutura, segurança, produtos digitais e operações. A graduação não substitui a prática: projetos, portfólio e domínio de ferramentas ajudam a comprovar o que a pessoa consegue fazer.
Manufatura
A Manufatura aparece com o maior percentual de aceleração da contratação de talentos em início de carreira. A indústria precisa combinar produção, qualidade, logística, manutenção, planejamento e tecnologia, o que abre espaço para perfis de diferentes formações.
Mesmo quem não pretende atuar diretamente no chão de fábrica pode encontrar oportunidades em processos, compras, controle de estoque, gestão de projetos, análise de indicadores e melhoria operacional.
Construção e imobiliário
A intenção de contratação de 61% mostra força no setor, mas a entrada não se limita a funções técnicas de engenharia ou arquitetura. Há também atividades de orçamento, planejamento, suprimentos, relacionamento com clientes, gestão de contratos, análise financeira e apoio administrativo.
Para candidatos em início de carreira, entender processos, custos, prazos e organização de projetos pode ser um diferencial. A formação necessária varia conforme o cargo e deve ser conferida em cada anúncio.
Quais habilidades aparecem nas vagas júnior?
A pesquisa de intenção de contratação não é um banco de anúncios e, por isso, não apresenta uma lista fechada de requisitos para cada vaga. Ainda assim, o cenário de escassez de talentos e transformação das funções indica um conjunto de competências que pode aumentar a empregabilidade de quem está começando.
Fluência digital e uso responsável de inteligência artificial
O profissional júnior não precisa dominar todas as ferramentas do mercado, mas deve saber usar recursos digitais para pesquisar, organizar informações, automatizar tarefas simples e revisar resultados. Também precisa reconhecer limites, erros e riscos de uma ferramenta de inteligência artificial.
Raciocínio analítico
Finanças, tecnologia, manufatura e construção dependem de indicadores, custos, prazos e decisões baseadas em dados. Saber interpretar uma planilha, comparar cenários, identificar inconsistências e explicar uma conclusão é útil mesmo em funções de entrada.
Aprendizagem rápida
Quando a empresa forma talentos internamente, a disposição para aprender ganha peso. Isso envolve receber feedback, fazer perguntas, testar soluções e transformar uma orientação em prática.
Comunicação e colaboração
A rotina de trabalho exige contato com colegas, clientes, fornecedores e lideranças. Saber escrever uma mensagem profissional, apresentar uma ideia, registrar uma atividade e trabalhar em equipe pode diferenciar candidatos com formação semelhante.
Organização de processos
Cumprir prazos, acompanhar tarefas, registrar informações e entender o fluxo de uma atividade são competências valorizadas em áreas administrativas, financeiras, tecnológicas e industriais.
Conhecimento específico em construção
O candidato não precisa chegar pronto, mas deve mostrar uma direção. Um projeto acadêmico, curso complementar, planilha, análise, código, relatório ou experiência voluntária pode evidenciar interesse e capacidade de aplicação.
Como uma graduação pode ajudar a entrar nesses setores?
A graduação pode contribuir de três formas: oferece base conceitual, organiza uma trilha de aprendizagem e ajuda o estudante a construir repertório para processos seletivos. Ela não garante contratação, mas pode reduzir lacunas para quem precisa disputar uma vaga júnior.
A escolha deve partir do tipo de problema que a pessoa deseja resolver e do setor em que pretende atuar:
- Administração: formação ampla para áreas como finanças, recursos humanos, logística, marketing, auditoria, consultoria e gestão de processos;
- Gestão Financeira: preparação para orçamento, custos, análise de demonstrações, controladoria, riscos e finanças corporativas;
- Ciências Contábeis: base para contabilidade, auditoria, tributos, custos, consultoria financeira e controles;
- Tecnologia da Informação: caminho para gestão de projetos, sistemas, infraestrutura e processos digitais;
- Análise e Desenvolvimento de Sistemas: formação aplicada para planejamento e desenvolvimento de programas e soluções computacionais;
- Sistemas de Informação: combinação de tecnologia, dados, desenvolvimento, gestão e resolução de problemas de negócio;
- Ciência de Dados e Inteligência Artificial: preparação para análise, tratamento de dados, modelos e soluções baseadas em tecnologia;
- Processos Gerenciais e Logística: opções relacionadas a operações, gestão integrada, cadeia de suprimentos e melhoria de processos.
A formação fica mais conectada ao mercado quando o estudante a combina com atividades práticas. Algumas ações possíveis são:
- Montar um projeto relacionado ao setor desejado;
- Transformar trabalhos acadêmicos em portfólio;
- Aprender ferramentas usadas nas vagas que acompanha;
- Buscar estágio, iniciação profissional ou atividade voluntária;
- Acompanhar indicadores e notícias do segmento;
- Treinar entrevistas com exemplos concretos de problemas resolvidos.
Gran Faculdade: graduações alinhadas às áreas com intenção de contratação
A Gran Faculdade oferece cursos de graduação EAD em diferentes áreas, permitindo que o estudante conheça opções ligadas a gestão, finanças, tecnologia e operações.
Para quem se interessa por negócios e áreas administrativas, vale conhecer as graduações de Administração, Gestão Financeira, Ciências Contábeis e Processos Gerenciais.
No eixo de tecnologia, o catálogo inclui formações como Gestão da Tecnologia da Informação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas de Informação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial.
A escolha do curso deve considerar a matriz curricular, a duração, a modalidade, os projetos desenvolvidos, o suporte acadêmico e a relação entre a formação e o objetivo profissional. O mais importante é construir uma trajetória que combine conhecimento, prática e capacidade de demonstrar resultados.
Perguntas frequentes sobre vagas júnior no fim de 2026
A pesquisa garante que haverá mais vagas júnior no quarto trimestre?
Não. O levantamento mede a intenção dos empregadores de contratar e acelerar a busca por talentos em início de carreira. O número de vagas abertas pode variar por empresa, região, setor e situação econômica.
Qual setor mais deve contratar no fim de 2026?
Finanças e Seguros lidera a intenção geral de contratação no Brasil, com 63%. Construção e Imobiliário aparece com 61%, e Informação, com 59%. Para talentos em início de carreira, Manufatura lidera com 69%, seguida por Finanças e Seguros e Informação, ambas com 67%.
Vaga júnior é destinada apenas a quem acabou de se formar?
Não. O nível júnior costuma indicar uma posição de início de carreira, mas os critérios mudam entre as empresas. Estudantes, recém-formados e profissionais em transição podem se candidatar quando atendem aos requisitos do anúncio.
É possível conseguir uma vaga júnior sem experiência profissional?
Sim, mas a ausência de emprego anterior não elimina a necessidade de demonstrar competências. Projetos acadêmicos, portfólio, cursos, trabalhos voluntários, monitorias e experiências práticas podem mostrar como o candidato aplica o que aprendeu.
Qual graduação escolher para trabalhar em Finanças e Seguros?
Administração, Gestão Financeira e Ciências Contábeis são formações relacionadas a diferentes atividades do setor. A melhor escolha depende da área desejada, como controles, análise, atendimento, contabilidade, riscos ou planejamento.
Qual curso fazer para entrar em tecnologia?
Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas de Informação, Gestão da Tecnologia da Informação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial são caminhos possíveis. O candidato deve comparar o currículo e o tipo de atuação desejado antes de decidir.
O que fazer agora para se preparar para uma vaga júnior?
Escolha um setor, mapeie os requisitos de vagas reais, identifique duas ou três lacunas de conhecimento e crie uma rotina de estudo e prática. Em seguida, atualize o currículo e prepare exemplos objetivos de projetos ou atividades que demonstrem suas habilidades.
Serviço para quem está começando a carreira
- Período analisado: outubro a dezembro de 2026;
- Pesquisa: ManpowerGroup Employment Outlook Survey Q4 2026;
- Brasil: 53% de Expectativa Líquida de Emprego;
- Empregadores que planejam ampliar equipes: 62%;
- Contratação de talentos em início de carreira: 65% dos empregadores brasileiros indicam aceleração;
- Setores em destaque: Finanças e Seguros, Construção e Imobiliário, Informação e Manufatura;
- Próximo passo: escolher uma área, estudar os requisitos e construir evidências práticas de competência.
O cenário do quarto trimestre não elimina a concorrência, mas muda o ponto de partida para quem está no início da carreira.
Em vez de esperar uma vaga perfeita, o candidato pode usar os dados para escolher um setor com demanda, desenvolver habilidades relacionadas e apresentar provas concretas de que consegue aprender e contribuir desde o começo.
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