Morfologia: o que é, regras e exemplos para aprimorar seus conhecimentos

Domine a morfologia! Aprenda a diferença entre classes variáveis e invariáveis, e veja exemplos práticos para sua escrita.

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A compreensão da morfologia é o ponto de partida para quem deseja dominar a norma culta da língua portuguesa, pois ela revela como cada termo é construído e classificado. Ao analisar as palavras individualmente, a morfologia permite identificar o que diferencia as classes gramaticais e as transformações que ocorrem em sua estrutura interna.

Hoje, faremos um percurso detalhado desde a base da formação das palavras até as regras de flexão que garantem a concordância ideal. Você encontrará explicações sobre radicais, afixos e as categorias variáveis e invariáveis, fornecendo o suporte necessário para realizar análises precisas e evitar erros comuns em provas e produções textuais.

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O que é Morfologia?

A morfologia é o ramo da linguística que estuda a forma das palavras. O termo tem origem grega (morphe = forma; logos = estudo) e, na gramática, refere-se à análise da estrutura interna, da formação e da classificação das unidades que compõem o nosso vocabulário de maneira isolada.

Diferente da sintaxe, que se preocupa com a função que a palavra exerce dentro de uma oração, a morfologia foca na palavra em si. É através dela que compreendemos a natureza de um termo, identificando se ele pertence ao grupo dos nomes, das ações ou das qualidades.

Qual a função da Morfologia na Língua Portuguesa?

A principal função da morfologia na língua portuguesa é organizar e categorizar o léxico (conjunto de palavras) para que a comunicação faça sentido. Ela serve como a base estrutural que permite ao falante criar novas palavras a partir de termos já existentes e adaptar essas palavras para indicar gênero, número, tempo ou modo.

Sem as regras da morfologia, não teríamos critérios para realizar concordâncias ou para entender a evolução semântica de um termo. Ela garante que a estrutura do idioma seja lógica, permitindo que o falante saiba exatamente como transformar o substantivo “pedra” no adjetivo “apedrejado”, por exemplo.

A estrutura das palavras: radical, afixos e desinências

Para dominar a morfologia, é preciso entender que as palavras são compostas por morfemas (unidades mínimas de sentido). O radical é o elemento base, que contém o significado principal da palavra. Já os afixos são elementos agregados ao radical para alterar seu sentido, dividindo-se em prefixos (antes do radical) e sufixos (depois do radical).

As desinências são as terminações que indicam as flexões. Elas podem ser nominais (indicando gênero e número, como em “meninos“) ou verbais (indicando tempo, modo, número e pessoa, como em “cantávamos“). Conhecer essa estrutura é essencial para identificar famílias de palavras e compreender textos complexos.

Exemplo prático: Na palavra Infelizmente, temos a seguinte estrutura:

  • In- (Afixo/Prefixo de negação)
  • -feliz- (Radical)
  • -mente (Afixo/Sufixo formador de advérbio)

Já na palavra Gatinhas, observamos:

  • Gat- (Radical)
  • -inh- (Afixo/Sufixo diminutivo)
  • -a- (Desinência nominal de gênero feminino)
  • -s (Desinência nominal de número plural)

Processos de formação de palavras: derivação e composição

A morfologia explica como nosso vocabulário se expande através de dois processos principais. Na derivação, uma nova palavra surge a partir de uma única base (radical), através do acréscimo de afixos, como em “infeliz” (derivação prefixal) ou “lealdade” (derivação sufixal).

Na composição, a nova palavra é formada pela união de dois ou mais radicais. Isso pode ocorrer por justaposição, quando os termos mantêm sua integridade sonora (ex: “girassol”), ou por aglutinação, quando há perda de fonemas na união (ex: “fidalgo”, que vem de “filho de algo”).

Quais são as 10 classes de palavras (classes gramaticais)?

Dentro da morfologia, todas as palavras são catalogadas em dez classes gramaticais, cada uma com uma função específica na comunicação:

  1. Substantivo: Nomeia seres, objetos e sentimentos;
  2. Verbo: Exprime ações, estados ou fenômenos da natureza;
  3. Adjetivo: Atribui características e qualidades aos nomes;
  4. Pronome: Substitui ou acompanha o substantivo;
  5. Artigo: Determina ou indetermina o substantivo;
  6. Numeral: Indica quantidade, ordem ou fração;
  7. Preposição: Conecta palavras estabelecendo relações;
  8. Conjunção: Liga orações ou termos de mesma função;
  9. Advérbio: Modifica o sentido do verbo, adjetivo ou outro advérbio;
  10. Interjeição: Expressa sentimentos e emoções súbitas.

Classes variáveis e classes invariáveis: entenda a diferença

Um conceito fundamental na morfologia é a capacidade de flexão das palavras. As classes variáveis são aquelas que mudam de forma para concordar com o contexto (substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome e verbo). Elas se ajustam em gênero, número, grau ou tempo.

Por outro lado, as classes invariáveis nunca mudam sua forma, independentemente da frase (preposição, conjunção, advérbio e interjeição). Saber distinguir esses grupos é o que garante que você não cometa erros de concordância, um dos pontos mais avaliados em redações.

A importância da análise morfológica para concursos e exames

Em provas de concursos e vestibulares, a morfologia é um dos temas mais recorrentes. A análise morfológica exige que o candidato identifique a classe gramatical de um termo dentro de um texto, o que é o primeiro passo para resolver questões de sintaxe, concordância e regência.

Dominar a morfologia também ajuda na interpretação de textos. Muitas vezes, o sentido de uma frase muda completamente apenas pela troca de um prefixo ou pela flexão de um tempo verbal. Quem entende a estrutura da palavra consegue deduzir significados e ter mais segurança ao responder questões objetivas.

Exemplos práticos de morfologia aplicados ao dia a dia

Vejamos como a morfologia funciona na prática, através da mudança de morfemas:

  • Incapaz: O prefixo “in-” indica negação, alterando o sentido do radical;
  • Crueldade: O sufixo “-dade” transforma um adjetivo em um substantivo abstrato;
  • Estudante: O sufixo indica o agente que pratica a ação do radical “estud-“;
  • Beija-flor: Exemplo de composição por justaposição para nomear um ser específico.

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