No cenário corporativo atual, a hiperconectividade tornou a linha entre a vida pessoal e profissional quase invisível para muitos. Ser produtivo é um valor de mercado, mas quando o compromisso se transforma em uma compulsão, o termo workaholic entra em cena.
Diferente do esforço saudável, o vício em trabalho esconde causas profundas e gera consequências que afetam todas as áreas da vida da pessoa. Neste artigo, exploraremos os sintomas dessa condição e como é possível reverter o ciclo de exaustão que o vício em trabalho provoca.
Descubra como equilibrar a ambição profissional com o bem-estar para uma vida plena, saudável e verdadeiramente sustentável.
Acompanhe na íntegra ou navegue pelo índice se preferir:
- Workaholic: o que é?
- O que significa ser um workaholic e como o termo surgiu?
- Esforço saudável e vício: a diferença entre o trabalhador dedicado e o workaholic
- Sintomas silenciosos: como identificar o vício pelo trabalho no dia a dia?
- As causas por trás do vício em trabalho
- Consequências do workaholic
- O papel das empresas na prevenção da cultura do sobretrabalho
- Estratégias práticas para retomar o equilíbrio e prevenir o workaholic
Workaholic: o que é?
O termo workaholic descreve uma pessoa que possui uma necessidade compulsiva de trabalhar, muitas vezes em detrimento de sua saúde, lazer e relacionamentos pessoais.
Não se trata apenas de alguém que trabalha muitas horas por necessidade financeira ou por um projeto temporário, mas de alguém que encontra no trabalho sua única fonte de validação e tem extrema dificuldade em se desconectar.
Atualmente, essa condição é reconhecida como um distúrbio de comportamento que se assemelha a outros vícios.
Neste sentido, o trabalho deixa de ser um meio para atingir um fim e passa a ser o fim em si mesmo, ocupando um espaço desproporcional na mente da pessoa, mesmo em momentos de descanso.
O que significa ser um workaholic e como o termo surgiu?
A palavra surgiu da junção de work (trabalho) e alcoholic (alcoólatra), sendo usada pela primeira vez pelo psicólogo Wayne Oates em 1971. Oates utilizou o termo para descrever sua própria relação com o trabalho, definindo-o como um “vício incontrolável que afeta a saúde física e mental”.
Ser um workaholic significa que o profissional não trabalha por prazer ou por metas específicas, mas por uma pressão interna que o impede de parar.
É uma dependência emocional onde o sucesso profissional pode ser usado para preencher vazios ou mascarar inseguranças, transformando a dedicação em um fardo pesado.
Esforço saudável e vício: a diferença entre o trabalhador dedicado e o workaholic
É muito comum confundir um profissional “viciado em trabalho” com um profissional dedicado (hard worker). A principal diferença reside na motivação e na capacidade de controle.
O trabalhador dedicado encara o trabalho como uma parte importante da vida, mas consegue priorizar a família e o descanso quando necessário.
O workaholic, por outro lado, sente culpa ou ansiedade quando não está trabalhando. Enquanto o trabalhador dedicado busca eficiência para ter mais tempo livre, o viciado em trabalho busca mais tarefas para evitar o tempo livre.
Sintomas silenciosos: como identificar o vício pelo trabalho no dia a dia?
Os sinais do vício em trabalho costumam ser ignorados porque, muitas vezes, são recompensados pelo mercado. No entanto, o corpo e a mente dão sinais claros de que algo está errado quando há:
- Dificuldade de desconexão: Conferir e-mails e mensagens de trabalho durante jantares, férias ou antes de dormir;
- Irritabilidade no tempo livre: Sentir-se inútil ou impaciente quando não há uma tarefa para realizar;
- Negligência pessoal: Abrir mão de atividades físicas, sono adequado e hobbies por causa de demandas profissionais;
- Percepção de urgência constante: Tratar cada tarefa simples como se fosse uma crise que exige atenção imediata.
As causas por trás do vício em trabalho
O vício em trabalho raramente surge do nada, ele costuma ser um mecanismo de defesa ou o resultado de pressões internas e externas. Entre as causas mais comuns, destacam-se:
- Perfeccionismo extremo: O medo de errar faz com que a pessoa revise e trabalhe incessantemente;
- Busca por validação: A pessoa associa seu valor pessoal exclusivamente ao seu cargo ou desempenho profissional;
- Fuga de problemas pessoais: O trabalho funciona como um “anestésico” para evitar lidar com conflitos familiares ou traumas emocionais;
- Cultura da urgência: Ambientes corporativos que glorificam o excesso de horas trabalhadas como sinônimo de lealdade.
Consequências do workaholic
O impacto de ser um workaholic é sistêmico, atingindo a saúde e a vida social de forma agressiva. A longo prazo, o custo do sucesso aparente pode ser a falência da saúde do trabalhador. Confira algumas das consequências:
- Saúde física: Hipertensão, insônia crônica, problemas gástricos e aumento do risco de doenças cardiovasculares devido ao estresse constante;
- Saúde mental: Desenvolvimento de transtornos de ansiedade, depressão e a síndrome de Burnout;
- Vida social: Ruptura de casamentos, distanciamento dos filhos e perda de amizades por falta de presença emocional.
O papel das empresas na prevenção da cultura do sobretrabalho
Em 2026, as empresas líderes de mercado entenderam que funcionários exaustos não são sustentáveis. O papel das organizações mudou de “estimuladoras” para “moderadoras”.
Elas devem promover o direito à desconexão e treinar lideranças para não recompensarem o excesso de horas em vez da qualidade das entregas.
Programas de apoio psicológico, jornadas flexíveis e a proibição de comunicações oficiais fora do horário de expediente são medidas que ajudam a combater a cultura do sobretrabalho.
Quando a empresa valoriza o equilíbrio, ela protege seu profissional e reduz a rotatividade e a ausência laboral.
Estratégias práticas para retomar o equilíbrio e prevenir o workaholic
Se você identificou traços de workaholism em sua rotina, o primeiro passo é a aceitação. Retomar o controle exige mudanças conscientes e, muitas vezes, apoio profissional:
- Estabeleça limites rígidos: Determine um horário para encerrar o expediente e cumpra-o, desligando notificações após esse período;
- Reencontre seus hobbies: Dedique tempo a atividades que não possuam metas ou avaliações de desempenho;
- Pratique o ócio criativo: Entenda que o descanso é fundamental para a produtividade e não um desperdício de tempo;
- Busque terapia: A ajuda profissional é essencial para entender as causas emocionais que levam à compulsão pelo trabalho.
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