Economista: o que faz, áreas, quanto ganha e como se tornar um

Entenda a profissão, o mercado de trabalho, a média salarial e o passo a passo para atuar na área de economia

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5 min. de leitura

O cenário financeiro exige profissionais capacitados para analisar dados, prever tendências e guiar decisões estratégicas.

O economista desempenha um papel central nesse ecossistema, ajudando empresas, governos e pessoas a lidarem com a escassez de recursos e a maximizarem seus resultados.

Este guia apresenta tudo sobre a carreira: as principais funções, os ramos de atuação, a remuneração média e o caminho para ingressar na profissão.

Se preferir, navegue pelo índice:

A imagem mostra uma profissional analisando gráficos e documentos em um ambiente de trabalho moderno.
Ela utiliza uma calculadora e um notebook enquanto avalia informações econômicas e financeiras.
A cena transmite concentração, organização e o caráter analítico da profissão de economista.

O economista analisa dados e indicadores para apoiar decisões estratégicas.

O que é um economista?

Um economista é o profissional focado no estudo da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Sua função envolve interpretar como indivíduos, empresas e governos tomam decisões sobre o uso de recursos financeiros e materiais.

Com base em dados estatísticos e modelos analíticos, esse especialista busca compreender o impacto de variáveis como inflação, taxa de juros e políticas públicas na sociedade e no mercado.

O que faz um economista?

A rotina do economista gira em torno da transformação de dados complexos em orientações práticas. Ele analisa a conjuntura financeira, identifica oportunidades de investimento e avalia os riscos envolvidos em operações comerciais e governamentais.

Principais atividades de um economista

  • Elaborar análises de mercado e cenários macroeconômicos;
  • Desenvolver estudos de viabilidade econômica e financeira (EVEF);
  • Realizar valuation e avaliação de ativos corporativos;
  • Atuar em perícias judiciais e na elaboração de pareceres técnicos;
  • Estruturar o planejamento orçamentário e a gestão de riscos.

Onde trabalha um economista?

O campo de trabalho é amplo e abrange diferentes setores da iniciativa privada e pública. A atuação não se limita às instituições financeiras, estendendo-se a diversos segmentos corporativos.

Setor de atuaçãoExemplo de organizaçãoAtividade desenvolvida
Mercado financeiroBancos, corretoras e gestorasAnálise de investimentos e gestão de carteiras
Setor corporativoIndústrias, comércio e serviçosPlanejamento financeiro e precificação
Setor públicoMinistérios, Banco Central e IPEAFormulação de políticas públicas e pesquisas
ConsultoriaEscritórios independentesEstudos de viabilidade, valuation e M&A
JudiciárioTribunais e escritórios de advocaciaPerícia técnica e auxílio em disputas societárias

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Serviços prestados por economistas para empresas e pessoas

Empresas de todos os portes recorrem ao auxílio do economista para otimizar suas operações e proteger seu patrimônio.

Entre as demandas mais frequentes estão o planejamento tributário corporativo, a reestruturação de dívidas e a modelagem financeira para captação de recursos.

Para pessoas físicas e grupos familiares, o economista atua no planejamento financeiro pessoal, na gestão de patrimônio e na alocação estratégica de investimentos.

Quais são as áreas de atuação do economista?

A formação ampla permite escolher entre variadas especialidades ao longo da trajetória profissional:

  • Macroeconomia: foco no acompanhamento de indicadores nacionais e globais, como PIB, Selic e IPCA;
  • Microeconomia e finanças corporativas: dedicada à eficiência operacional de empresas, preços e gestão de caixa;
  • Perícia econômica: elaboração de laudos técnicos em processos judiciais que envolvem revisão de contratos e cálculos financeiros;
  • Econometria: aplicação de métodos estatísticos e matemáticos para testar hipóteses econômicas e criar projeções.

Quanto ganha um economista?

A remuneração varia conforme a região, o porte da empresa, o setor de atuação e a experiência acumulada. A tabela abaixo apresenta valores médios praticados no Brasil:

Nível de experiênciaFaixa salarial média (R$)
Estagiário / TraineeR$ 1.800 a R$ 3.500
JuniorR$ 4.500 a R$ 6.500
PlenoR$ 7.000 a R$ 11.000
Sênior / EspecialistaR$ 12.000 a R$ 22.000+

Qual o salário de um economista pleno?

O salário de um economista pleno costuma situar-se entre R$ 7.000 e R$ 11.000 mensais. Nesse estágio, o profissional possui autonomia para conduzir análises de média complexidade, liderar projetos pontuais e orientar equipes auxiliares.

Quanto ganha um economista recém-formado?

O recém-formado que ingressa como analista junior recebe rendimentos iniciais na faixa de R$ 4.500 a R$ 6.500 em médias e grandes empresas. Em cargos públicos acessados por concurso, os salários iniciais podem ultrapassar esses patamares.

O que influencia o salário do economista?

Dentre os fatores determinantes para a evolução salarial estão o domínio de ferramentas de análise de dados, certificações do mercado financeiro (como CEA, CGA ou CNPI), pós-graduações e o registro ativo nos órgãos de classe. O domínio do inglês e a experiência técnica em nichos como valuation e M&A representam diferenciais expressivos.

Como contratar um economista para sua empresa?

Para contratar um economista de forma assertiva, mapeie primeiramente as necessidades da organização: se demanda uma consultoria pontual para estudo de viabilidade ou um profissional fixo para o planejamento diário. Verifique o registro do consultor no CORECON local e solicite amostras ou históricos de trabalhos técnicos desenvolvidos anteriormente.

Como se tornar um economista?

O caminho formal exige a conclusão de uma graduação e o cumprimento dos requisitos legais da profissão.

Qual faculdade fazer para ser economista?

É necessário cursar o bacharelado em Ciências Econômicas em uma instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Quanto tempo dura a faculdade de economia?

O curso de graduação em Ciências Econômicas possui duração média de 4 anos, organizados em 8 semestres de estudos teóricos e práticos.

O que se estuda em ciências econômicas?

A grade curricular combina matérias das áreas de ciências humanas, exatas e sociais aplicadas. O estudante desenvolve raciocínio lógico, interpretação de dados e visão histórica dos processos produtivos.

Quais são as principais matérias?

  • Microeconomia e Macroeconomia
  • Econometria e Estatística
  • Matemática Financeira
  • História Econômica Geral e do Brasil
  • Contabilidade e Análise de Balanços
  • Teoria das Finanças Pública e Privada

Se você busca flexibilidade para conciliar os estudos com a rotina profissional, a Gran Faculdade oferece o curso de Ciências Econômicas no formato EAD. A formação conta com corpo docente qualificado, plataforma intuitiva e metodologia focada no mercado de trabalho.

Ciências econômicas é a mesma coisa que economia?

Sim. “Ciências Econômicas” é a denominação oficial do curso superior e do campo acadêmico, enquanto “Economia” é o termo simplificado utilizado no dia a dia para se referir à mesma área do conhecimento.

Economista ou contador ou administrador: qual a diferença?

  • Economista: analisa cenários globais, tendências de mercado, projeções e viabilidade de investimentos de longo prazo;
  • Contador: cuida dos registros históricos das transações, das obrigações fiscais, da DRE e do Balanço Patrimonial;
  • Administrador: gerencia os recursos humanos, materiais e operacionais cotidianos para manter a empresa funcionando.

Quais habilidades um economista precisa ter?

O perfil exige equilíbrio entre rigor analítico e boa comunicação visual e verbal:

  • Capacidade analítica para interpretar grandes volumes de dados;
  • Domínio de ferramentas estatísticas e linguagens de programação (como R ou Python);
  • Visão crítica sobre acontecimentos políticos e sociais nacionais e internacionais;
  • Boa escrita e oratória para apresentar pareceres a diretores e investidores.

O mercado de trabalho para economistas em 2026 e 2027

O mercado de trabalho para o economista em 2026 e 2027 consolida a busca por profissionais com forte inteligência de dados e foco em sustentabilidade (agenda ESG). A capacidade de traduzir números em estratégias diante da volatilidade econômica global permanece em alta nas áreas de consultoria, agronegócio e tecnologia.

Vale a pena fazer faculdade de ciências econômicas?

Sim. Trata-se de uma formação versátil que abre portas em bancos, indústrias, setor público e empreendedorismo. O conhecimento adquirido proporciona autonomia para atuar em momentos de expansão ou retração do mercado.

Construir uma carreira como economista oferece um caminho amplo, marcado pela estabilidade e por boas oportunidades salariais.

Seja na análise do mercado financeiro, na prestação de consultorias ou na pesquisa acadêmica, a formação técnica aliada ao registro profissional posiciona o economista como um elemento relevante para o crescimento corporativo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Economista precisa de registro no CORECON?

Sim. Para exercer a profissão de economista e assinar laudos, pareceres ou estudos técnicos no Brasil, o registro no Conselho Regional de Economia (CORECON) da sua jurisdição é obrigatório por lei.

Qual a diferença entre a consultoria de um economista e o atendimento do gerente de banco?

O gerente do banco representa a instituição financeira e oferece produtos do portfólio do próprio banco. O economista atua de forma independente, focando na análise neutra de riscos, no planejamento financeiro global da empresa ou indivíduo e na otimização de taxas sem conflito de interesses.

Como o economista ajuda uma empresa a se proteger contra a inflação e a alta do IPCA? 

O profissional analisa a estrutura de custos do negócio e desenvolve estratégias de reajuste de preços, proteção de caixa (hedge) e renegociação de contratos atrelados a índices inflacionários, preservando a margem de lucro e o poder de compra da organização.

Qual profissional pode fazer o valuation formal de uma empresa para processos de compra e venda?

O economista devidamente registrado no CORECON é o profissional habilitado para elaborar o laudo técnico de valuation (avaliação de empresas), utilizando metodologias como o Fluxo de Caixa Descontado (FCD) para determinar o valor real do negócio em negociações de M&A ou disputas societárias.

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