Segurança Cibernética: o que é e quais os fundamentos?

Saiba o que é segurança cibernética, seus fundamentos e como ela é importante para garantir a segurança da informação!

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7 min. de leitura

A segurança cibernética é um campo da tecnologia voltado para proteger dados e informações digitais.

A área está diretamente ligada a questões legais, combate a ameaças virtuais e todo tipo de técnica de proteção e segurança digital. Isso tudo aplicado a diferentes contextos e tipos de dispositivos ou ferramentas.

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Proteger o ambiente digital é sobre cuidar de pessoas, conexões e histórias no dia a dia.

O que é segurança cibernética?

A segurança cibernética é uma área da tecnologia da informação que visa proteger dados, dispositivos e sistemas contra ameaças que possam colocá-los em risco. Em resumo, o foco é proteger e combater possível malefícios a esse itens em diferentes esferas.

Segundo a Amazon Web Service (AWS), uma das principais empresas de tecnologia hoje:

A segurança cibernética é a prática de proteger computadores, redes, aplicações de software, sistemas essenciais e dados de possíveis ameaças digitais. As organizações têm a responsabilidade de proteger dados para preservar a confiança do cliente e atender à conformidade regulatória. Elas usam medidas e ferramentas de segurança cibernética para proteger dados sigilosos de acesso não autorizado e evitar interrupções nas operações comerciais causadas por atividades de rede indesejadas. As organizações implementam a segurança cibernética simplificando a defesa digital entre pessoas, processos e tecnologias.

O que significa segurança cibernética?

O termo segurança cibernética é uma tradução do termo original que vem do inglês: “cybersecurity”. O conceito faz referência a segurança e proteção na esfera digital e virtual.

Como surgiu a segurança cibernética?

A segurança cibernética surge no contexto em que a tecnologia e o mundo digital se popularizam e passam a ser utilizadas por grandes países. Com o aumento de conteúdos sigilosos e de risco das informações, pensar em medidas de segurança contra fraudes e corrupção se tornou fundamental no ramo da tecnologia e assim surge a área.

Fundamentos em segurança cibernética

Podemos considerar os fundamentos em segurança cibernética em consonância com os princípios legais do uso da internet no Brasil:

  • Garantia da liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento, nos termos da Constituição Federal;
  • Proteção da privacidade;
  • Proteção dos dados pessoais, na forma da lei;
  • Preservação e garantia da neutralidade de rede;
  • Preservação da estabilidade, segurança e funcionalidade da rede, por meio de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e pelo estímulo ao uso de boas práticas;
  • Responsabilização dos agentes de acordo com suas atividades, nos termos da lei;
  • Preservação da natureza participativa da rede;
  • Liberdade dos modelos de negócios promovidos na internet, desde que não conflitem com os demais princípios estabelecidos nesta Lei.

Lei de segurança cibernética

No Brasil, a principal lei relacionada a aspectos digitais é a Lei nº 13.709/18, também conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O documento trata sobre o tratamento de dados com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Além dessa lei, também há a Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, o Marco Civil da internet. Essa lei define princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil e orienta a atuação dos entes federativos sobre o tema.

Medidas de segurança cibernética

Algumas medidas de segurança cibernética são:

  • Treinamentos sobre segurança cibernética;
  • Gestão de acessos e identidade;
  • Backups e cópia de dados e informações;
  • Elaboração de planos de segurança;
  • Análise e monitoramento constante de segurança, entre outros.

Por que a segurança cibernética é importante?

A segurança cibernética é fundamental por uma série de motivos:

  • Eficiência e agilidade no uso de informações;
  • Redução de custos e despesas com correções de erros;
  • Minimização de erros e falhas;
  • Conformidade técnica e normativa;
  • Combate a fraude, corrupção e vazamento de dados.

Quanto ganha um profissional de segurança cibernética?

O salário de um profissional de segurança cibernética varia de acordo com o seu campo de atuação e experiência. Em geral, as remunerações estão entre R$ 7 mil e mais de R$ 20 mil reais.

Como trabalhar com segurança cibernética?

O ideal para atuar com segurança cibernética é possuir graduação e/ou pós-graduação na área de Tecnologia. Isso porque as habilidades desse campo profissional envolvem aspectos que estão diretamente relacionados a programação e o mundo digital.

Aqui na Gran Faculdade você conta com algumas opções de curso como a graduação em Defesa Cibernética ou a graduação em Segurançca da Informação. Em ambos os cursos o aluno construirá uma base sólida na área de cibersegurança e tecnologia de forma ampla.

São cursos 100% digitais, reconhecidos pelo MEC e com professores experientes no mercado. Além disso, contamos com diversas ferramentas para otimizar seus estudos e mensalidades que cabem no seu bolso!

Curso de segurança cibernética

Se você já for graduado, uma outra opção é fazer uma pós-graduação em Segurança da Informação. O curso visa capacitar profissionais a desempenhar atividades de planejamento, implementação e manutenção de ações preventivas e reativas relacionadas a incidentes e a ameaças em sistemas e redes de computadores. Veja:

O que se estuda em segurança cibernética?

Confira a grade curricular da pós-graduação em Segurança da Informação do Gran:

Módulo I

  • Fundamentos de Segurança da Informação
  • Organização e Arquitetura de Computadores
  • Gestão de Segurança da Informação e Normas 27001 – 27002 e 27005

Módulo II

  • Fundamentos de Sistemas Operacionais
  • Segurança em Aplicações Web
  • Forense Computacional
  • Auditoria de Sistemas de Informação

Módulo III

  • Redes de Computadores
  • Segurança da Infraestrutura de TI
  • Criptografia Certificação Digital e Tópicos Especiais em Segurança da Informação
  • Legislação Aplicada à Segurança da Informação

Dá para trabalhar em Segurança Cibernética sem saber programar?

Uma das maiores dúvidas de quem deseja migrar para a área de tecnologia é: “Eu preciso ser um programador avançado para trabalhar com cibersegurança?”

A resposta curta é não. Embora entender as bases da lógica de programação ajude, o mercado de segurança digital é vasto e não se resume a profissionais escrevendo códigos complexos ou invadindo sistemas.

A cibersegurança é dividida em pilares técnicos e pilares analíticos. Se você não quer focar em linhas de código, o seu caminho ideal está na área de GRC (Governança, Riscos e Conformidade).

Os profissionais dessa vertente atuam na linha de defesa estratégica:

  • Adequação à LGPD: garantir que a infraestrutura e os processos da empresa estejam em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados;
  • Auditoria de processos: analisar se os colaboradores estão seguindo as políticas de segurança da informação da empresa;
  • Gestão de incidentes com a ANPD: atuar diretamente na resposta e notificação oficial caso ocorra algum vazamento de dados, documentando falhas e desenhando planos de contenção.

Red Team vs. Blue Team: a rotina real em um SOC (Security Operations Center)

Para entender o mercado de trabalho de cibersegurança na prática, você precisa conhecer as duas grandes forças que simulam uma “guerra digital” diária dentro das empresas: o Red Team e o Blue Team.

Blue Team: os defensores do perímetro

Essa equipe trabalha dentro do SOC (Security Operations Center), a central de inteligência que monitora os ativos da empresa 24 horas por dia.

O profissional iniciante (Analista de SOC L1) passa o dia analisando dashboards em ferramentas de SIEM (como Splunk ou IBM QRadar), que centralizam e correlacionam registros de segurança.

A rotina consiste em identificar alertas de comportamentos anômalos na rede e bloquear ataques em tempo real antes que eles se espalhem.

Red Team: os invasores éticos

Diferente dos defensores, o Red Team atua na ofensiva através de testes de intrusão (Pentest).

A rotina desses especialistas envolve simular a mente de um cibercriminoso para atacar os próprios sistemas da empresa, descobrir vulnerabilidades ocultas e emitir relatórios para que o Blue Team faça a correção antes que um hacker real descubra a falha.

O mercado atual: salários e o déficit de profissionais

Se existe uma área longe do desemprego no setor de tecnologia, essa área é a segurança da informação.

De acordo com os relatórios setoriais mais recentes, o déficit de profissionais de cibersegurança no Brasil ultrapassa os 90 mil postos de trabalho em aberto. Faltam talentos qualificados para a quantidade de ataques digitais que as empresas sofrem diariamente.

Essa escassez inflacionou os salários do setor, tornando a cibersegurança uma das carreiras mais lucrativas da TI. Confira a média salarial praticada pelo mercado:

Nível profissionalMédia salarial
Analista Júnior (Iniciante)R$ 4.500 a R$ 6.000
Analista PlenoR$ 7.500 a R$ 11.000
Especialista / Engenheiro de Cloud SecurityR$ 12.000 a R$ 18.000
CISO (Diretor de Segurança da Informação)R$ 25.000 a R$ 40.000

Tecnólogo em defesa cibernética: vale a pena? O que o MEC exige?

Diante de discussões em fóruns e redes sociais sobre a necessidade de tirar certificações internacionais que custam milhares de dólares (como CISSP ou CEH), muitos iniciantes se sentem travados.

É aqui que o Curso Superior Tecnólogo em Defesa Cibernética se torna o melhor atalho.

Reconhecido e regulamentado pelo MEC, o diploma de tecnólogo tem validade de curso superior tradicional, mas possui duas vantagens competitivas brutais:

  1. Foco e rapidez: dura entre 2 e 3 anos, cortando disciplinas excessivamente teóricas e indo direto para a prática de mercado;
  2. Portas abertas: o diploma cumpre as exigências legais para você se candidatar a vagas de nível júnior em grandes corporações, permite a inscrição em concursos públicos de TI e possibilita a entrada direta em programas de pós-graduação.

Para quem está começando do zero, a faculdade constrói o portfólio e a base técnica necessária, deixando as certificações caras para quando você já estiver empregado e com a carreira paga pela própria empresa.

Cibersegurança na era da IA: o combate a deepfakes e phishing automatizado

Uma preocupação comum nas redes sociais é se as ferramentas de Inteligência Artificial vão substituir o trabalho dos analistas de segurança. O cenário real mostra o oposto: a IA não veio para demitir profissionais, mas para exigir analistas mais estratégicos.

Os cibercriminosos começaram a usar Inteligências Artificiais generativas para criar ataques de Phishing (pesca de dados) perfeitamente escritos (sem erros gramaticais) e fraudes complexas de engenharia social utilizando clonagem de voz e Deepfakes.

Para combater essa ameaça, a matriz curricular da Gran Faculdade foi atualizada de forma pioneira. O estudante aprende a utilizar algoritmos de Machine Learning para automatizar a varredura de malwares e prever padrões de ataques em larga escala.

A IA torna-se a sua maior aliada na hora de blindar os perímetros digitais das organizações.

FAQ: respostas sobre Segurança Cibernética

Quem faz Segurança Cibernética trabalha de quê?

Trabalha como Analista de SOC, Pentester (hacker ético), Analista de Riscos e Conformidade, Consultor de LGPD, Especialista em Segurança em Nuvem (Cloud Security) ou Arquiteto de Redes Seguras.

Qual a diferença entre Segurança da Informação e Segurança Cibernética?

A Segurança da Informação protege os dados em qualquer formato (inclusive documentos físicos trancados em arquivos). A Segurança Cibernética é uma vertente focada exclusivamente em proteger ativos digitais, servidores e sistemas conectados à internet.

Precisa de faculdade para trabalhar na área ou só certificação basta?

A faculdade é o alicerce ideal. Além de fornecer o diploma de ensino superior exigido pela maioria dos processos seletivos e concursos, a graduação tecnológica oferece o ecossistema prático necessário. As certificações funcionam como uma especialização posterior.

É preciso falar inglês fluente para conseguir o primeiro emprego?

Não é obrigatório para vagas juniores nacionais, mas você precisa de inglês instrumental (leitura técnica). Praticamente todos os manuais de ferramentas, códigos de erro e documentações de sistemas globais são escritos em inglês.

Como conseguir o primeiro estágio em Segurança da Informação?

Estar matriculado em uma instituição de ensino reconhecida como a Gran Faculdade, montar um perfil no GitHub ou portfólio demonstrando projetos práticos de laboratório (como simulações de redes seguras) e participar de comunidades de tecnologia e desafios de segurança (Capture the Flag – CTF).

Vem pra Gran Faculdade!

A Gran Faculdade vem mudando a vida de milhares de pessoas por meio de cursos à distância de graduação, pós-graduação e MBA. Seja no digital ou em nosso Campus Presencial em Curitiba, a nossa missão é transformar a educação superior.

Como parte de Sistema Gran de Ensino, que é reconhecido como marca aprovadora há mais de 10 anos, construímos uma renomada reputação na área de educação.

Veja algumas de nossas conquistas:

  • Reconhecido pela Amazon como um dos projetos mais relevantes do mundo na área de Tecnologia e Educação;
  • Foi eleito pelo Project Management Institute (PMI), um dos 50 Projetos Mais Influentes do mundo;
  • Somos o site de educação mais acessado do Brasil;
  • Somos avaliados com a nota máxima pelo MEC;
  • Aqui o semestre começa quando quiser: entrada imediata e contínua!
  • Melhores preços do mercado;
  • Mais de 800 mil alunos pagantes e mais de 1000 funcionários;
  • Diversas ferramentas de estudo: PDFs, audiobooks, mapas mentais, videoaulas, questões, gerenciador de estudos e muito mais!
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  • Acesso imediato e 100% online.

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